O poder do “não”, por Dmitri Orlov

26/7/2016, Dmitri Orlov, Club Orlov

[ru. НеT, “nyet“]

“Ainda hoje sou capaz de visualizá-lo – palidamente limpo, tristemente respeitável, incuravelmente pobre! Era Bartleby. (…) Imagine minha surpresa, ou melhor, minha consternação, quando, sem se mover de sua privacidade, Bartleby respondeu num tom de voz singularmente suave e firme: – ‘Prefiro não fazer’. (…) – ‘Prefere não fazer?!’ – repeti, levantando-me alterado e cruzando a sala a passos largos. ‘O que você quer dizer com isso? Você está maluco? Quero que você me ajude a comparar esta folha aqui, tome, empurrei o papel em sua direção. É uma ordem.’ – ‘Prefiro não fazer’ – disse.” (p. 15-18) 
MELVILLE, Hermann
 [1819-1981], Bartleby, o Escrevente – Uma história de Wall Street e Outras Histórias, pp. 7-53, trad. Cassia Zanon, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s/d inhttps://leidsoncvsenac.files.wordpress.com/2009/12/miololivro.pdf *

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Putin: “Oh, coitado desse idiota. Não é capaz de compreender que vamos dizer ‘nyet’ outra vez.”
Nesse mundo, supõe-se que as coisas funcionem do seguinte modo: nos EUA, as estruturas do poder (públicas e privadas) decidem o que querem que o resto do mundo faça. Comunicam seus desejos por canais oficiais e não oficiais, contando com cooperação automática. Se a cooperação não acontece imediatamente, aplicam pressões políticas, financeiras e econômicas. Se ainda assim não se produz o efeito desejado, tentam mudança de regime mediante revolução colorida ou golpe militar, ou organizam uma insurgência que leve a ataques terroristas e guerra civil na nação recalcitrante. Se nem isso funciona, bombardeiam o país até mandá-lo de volta à idade da pedra. Foi assim que sempre funcionou nos anos 1990s e 2000s. Recentemente porém, uma nova dinâmica emergiu.
De início era centrada na Rússia, mas o fenômeno em seguida espalhou-se pelo mundo e, agora, acaba de engolir os próprios EUA. Funciona do seguinte modo: os EUA decidem o que querem que a Rússia faça e comunicam seus desejos, contando com automática cooperação. A Rússia responde “Nyet.” Os EUA imediatamente recorrem aos passos acima relacionados, mas sem a campanha de bombardeamento, antes de cujo início são contidos pela ferramenta de contenção nuclear da Rússia. A resposta continua: “Nyet.” Poder-se-ia imaginar talvez que alguém inteligente dentro da estrutura de poder dos EUA refletiria e diria: “Consideradas as evidências que temos à vista, dar ordens à Rússia não funciona; tentemos negociar de boa-fé, em termos de igualdade, quem sabe?” E todos os demais batem na testa e dizem “Uau! Brilhante! Por que não pensamos nisso?!” Mas, não. A pessoa que pensou antes dos demais será demitida no mesmo dia, porque, sacomé, a hegemonia norte-americana global não é negociável. Assim sendo, o que acontece é que os norte-americanos se irritam, reagrupam-se e tentam outra vez, com o que oferecem ao mundo espetáculo engraçadíssimo.
Todo o imbróglio Edward Snowden foi especialmente engraçado de ver. Os EUA exigiram a extradição. Os russos disseram “Nyet, nossa Constituição russa nos impede.” E então, hilárias, algumas vozes no ocidente puseram-se a exigir (sic) que a Rússia alterasse a própria Constituição! A resposta, que dispensa tradução, foi “Quá-quá-rá-quá-quá“.
Menos engraçado é o impasse em torno da Síria: os norte-americanos só fazem exigir, sem parar, que a Rússia vá adiante com o plano dos EUA para derrubar Bashar Assad. A imutável resposta russa é: “Nyet, os sírios decidirão quem os governará, não Rússia e não EUA.” Cada vez que ouvem essa resposta, os norte-americanos fazem cara de quem não consegue entender, coçam a cabeça e… fazem tudo outra vez.
Recentemente, John Kerry esteve em Moscou, numa “sessão de negociação” maratona com Putin e Lavrov. Acima, na abertura, há uma foto de Kerry em conversa com Putin e Lavrov em Moscou, há uma semana mais ou menos, e é impossível não ler o que dizem as respectivas expressões faciais. Lá está Kerry, de costas para a câmera, dizendo aquelas bobagens de sempre. O rosto de Lavrov diz claramente “Não acredito que eu tenha de ficar aqui sentado e ouvir todo esse bobajol outra vez…” O rosto de Putin diz: “Oh, coitado desse idiota. Não é capaz de compreender que vamos dizer ‘nyet’ outra vez.” Kerry voou para casa com mais um “nyet.”
Pior ainda, outros países estão agora começando também a entrar na mesma ação. Os norte-americanos disseram aos britânicos exatamente como queriam que votassem; os britânicos disseram “nyet” e votaram pelo Brexit. Os norte-americanos disseram aos europeus que eram obrigados a aceitar a horrenda dominação pelo poder das grandes empresas chamada hoje de Parceria Trans-Atlântico de Comércio e Investimento [ing. Transatlantic Trade and Investment Partnership (TTIP)], e os franceses disseram “nyet, não será aprovada.” Os EUA organizaram mais um golpe militar na Turquia para substituir Erdoǧan por alguém que não daria mole à Rússia, e os turcos disseram também “nyet” a mais essa ideia.
E agora, horror dos horrores, lá está Donald Trump dizendo “nyet” ao diabo vezes quatro – à OTAN, à deslocalização dos empregos dos norte-americanos, a deixar entrar uma inundação de migrantes, à globalização, às armas para nazistas ucranianos, ao livre comércio…
O efeito psicológico corrosivo de tantos “nyet” na psique hegemonista norte-americana não pode ser subestimado. Se todos esperam que você pense e aja como hegemon, mas só consegue manter em operação o setor “pense”, o resultado é o que se chama dissonância cognitiva. Se o seu negócio é abusar de nações e pessoas pelo mundo, mas as nações e pessoas não mais se deixam abusar, o seu negócio vira piada. E você, doido varrido, doido de amarrar.
A doideira resultante produziu recentemente um interessante sintoma: vários office-boys servidores do Departamento de Estado (diplomatas e outros) assinaram uma carta – imediatamente vazada – exigindo imediata campanha de bombardeio contra a Síria, para derrubar Bashar Assad. Di-plo-ma-tas. Diplomacia é a arte de falar e, pelas palavras, evitar guerras. Diplomatas que ‘exigem’ guerra não agem lá muito… diplomaticamente. Pode-se argumentar que são diplomatas incompetentes, mas não basta, porque não são só incompetentes (incontáveis diplomatas competentes deixaram o serviço diplomático durante o segundo governo Bush, quase todos desgostosos por ter de mentir incansavelmente sobre os motivos para a invasão dos EUA ao Iraque e aquela guerra). Os que assinaram a tal carta são belicistas doentios, pervertidos nada diplomáticos. É tamanho o poder daquela palavrinha russa, que aqueles supostos diplomatas enlouqueceram completamente.
Mas seria injusto destacar só o Departamento de Estado. É como se todo o corpo político norte-americano estivesse infectado por emanações pútridas. O miasma tudo permeia e torna a vida uma desgraça, uma miséria. Apesar dos crescentes problemas, muitas outras coisas nos EUA permanecem ainda administráveis, de certo modo, mas essa tal coisa – o esgotamento da capacidade para abusar de todos em todo o mundo – arruína o resto.
É verão, meados do verão, e o país está na praia. A toalha de praia está comida de traças e esfarrapada; o guarda-sol tem buracos e varetas quebradas, os refrigerantes no isopor são envenenados com químicas imundas e a leitura de verão é só tédio… e logo ali, além do mais, há uma baleia morta que se decompõe ao sol e cujo nome é “Nyet.” Era o que faltava para arruinar, de vez, o meio ambiente!
Os troncos falantes da ‘mídia’ e políticos do establishment já estão dolorosamente cientes desse problema, e a reação deles, previsível, é culpar o que veem como fonte primeira de todos os males: a Rússia, convenientemente personificada por Putin.
“Quem não votar em Clinton, estará votando em Putin” – diz a mais recente sandice ‘de campanha’. Outra, diz que Trump seria agente de Putin. Qualquer figura pública que não assuma posição militante a favor do establishment é automaticamente declarada “idiota putinista útil”. Tomadas pelo valor manifesto, são bobagens, patetices, valem nada. Mas há uma explicação profunda para todas elas: o que as conecta entre si, todas essas imbecilidades, é o poder daquele “nyet.” Votar em Sanders é uma modalidade de voto- “nyet“: o establishment Democrata produziu uma candidata e mandou os eleitores votarem nela, e a maioria dos jovens norte-americanos responderam “nyet.” O mesmo aconteceu com Trump: o establishment Republicano empoderou os seus Sete Anões e mandou sua gente votar em qualquer deles. Outra vez, a maioria da classe trabalhadora branca norte-americana humilhada e assaltada disse “nyet” e votou na Branca de Neve outsider.
É sinal estimulante, que tanta gente no mundo dominado por Washington esteja descobrindo o poder do “nyet.” Oestablishment pode ainda parecer sólido, mas só pelo lado de fora. Por baixo da fina demão de tinta nova, o casco está podre, com água entrando por todas as frestas. Um “nyet” bem forte, que ecoe e vibre, com certeza fará rachar o casco, com o que se fará espaço para algumas mudanças muito necessárias. Quando acontecer, os norte-americanos lembrem, por favor, de agradecer à Rússia… ou… como tanto insistem, a Putin.*****
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Petitioning Parlamentari – Sindaci: Basta sanzioni alla Siria e ai Siriani

Vi invitiamo a firmare il seguente appello – “Basta alle Sanzioni alla Siria e ai Siriani” – redatto da esponenti religiosi operanti in Siria.

https://www.change.org/p/parlamentari-sindaci-basta-sanzioni-alla-siria-e-ai-siriani

Basta sanzioni alla Siria e ai siriani

Nel 2011 l’Unione Europea, varò le sanzioni contro la Siria, presentandole come “sanzioni a personaggi del regime”, che  imponevano al Paese l’embargo del petrolio, il blocco di ogni transazione finanziaria e il divieto di commerciare moltissimi beni e prodotti. Una misura che dura ancora oggi, anche se, con decisione alquanto inspiegabile, nel 2012 veniva rimosso l’embargo del petrolio dalle aree controllate dall’opposizione armata e jihadista, allo scopo di fornire risorse economiche alle cosiddette “forze rivoluzionarie e dell’opposizione”.

In questi cinque anni le sanzioni alla Siria hanno contribuito a distruggere la società siriana condannandola alla fame, alle epidemie, alla miseria, favorendo l’attivismo delle milizie combattenti integraliste e terroriste che oggi colpiscono anche in Europa. E si aggiungono a una guerra, che ha già comportato 250.000 morti, sei milioni di sfollati e quattro milioni di profughi.

La situazione in Siria è disperata. Carenza di generi alimentari, disoccupazione generalizzata, impossibilità di cure mediche, razionamento di acqua potabile, di elettricità. Non solo, l’embargo rende anche impossibile per i siriani stabilitisi all’estero già prima della guerra di spedire denaro ai loro parenti o familiari rimasti in patria. Anche le organizzazioni non governative impegnate in programmi di assistenza sono impossibilitate a spedire denaro ai loro operatori in Siria. Aziende, centrali elettriche, acquedotti, reparti ospedalieri sono costretti a chiudere per l’impossibilità di procurarsi un qualche pezzo di ricambio o benzina.

Oggi i siriani vedono la possibilità di un futuro vivibile per le loro famiglie solo scappando dalla loro terra. Ma, come si vede, anche questa soluzione incontra non poche difficoltà e causa accese controversie all’interno dell’Unione europea. Né può essere la fuga l’unica soluzione che la comunità internazionale sa proporre a questa povera gente.

Così sosteniamo tutte le iniziative umanitarie e di pace che la comunità internazionale sta attuando, in particolare attraverso i difficili negoziati di Ginevra, ma in attesa e nella speranza che tali attese trovino concreta risposta, dopo tante amare delusioni, chiediamo che le sanzioni  che toccano la vita quotidiana di ogni siriano siano immediatamente tolte. L’attesa della sospirata pace non può essere disgiunta da una concreta sollecitudine per quanti oggi soffrono a causa di un embargo il cui peso ricade su un intero popolo.

Non solo:  la retorica sui profughi che scappano dalla guerra siriana appare ipocrita se nello stesso tempo si continua ad affamare, impedire le cure, negare l’acqua potabile, il lavoro, la sicurezza, la dignità a chi rimane in Siria.

Così ci rivolgiamo ai parlamentari e ai sindaci di ogni Paese affinché l’iniquità delle sanzioni alla Siria sia resa nota ai cittadini dell’Unione Europea (oggi assolutamente ignari) e diventi, finalmente,  oggetto di un serio dibattito e di conseguenti deliberazioni.

Firmatari

Padre Georges Abou Khazen – Vicario apostolico dei Latini ad Aleppo

Padre Pierbattista Pizzaballa  – Emerito Custode di Terrasanta

Padre Joseph Tobji  – Arcivescovo maronita di Aleppo

Padre Boutros Marayati- Vescovo armeno di Aleppo

Suore della Congregazione di San Giuseppe dell’Apparizione dell’Ospedale “Saint Louis” di Aleppo

Comunità Monache Trappiste in Siria

Dottor Nabil Antaki – Medico, ad Aleppo, dei Fratelli Maristi

Suore della  Congregazione del Perpetuo Soccorso – Centro per minori e orfani sfollati di Marmarita

Padre Firas Loufti – Francescano

Monsignor Jean-Clément Jeanbart – Arcivescovo greco-cattolico di Aleppo

Monsignor Jacques Behnan Hindo – Vescovo siro-cattolico di Hassakè-Nisibi

Padre Mtanios Haddad – Archimandrita della chiesa Cattolica-Melchita e Procuratore patriarcale

Mons. Hilarion Capucci – Arcivescovo emerito della Chiesa greco-cattolico melchita

S.B. Ignace Youssef III Younan Patriarca di Antiochia dei Siri

Mgr.Georges Masri, Procuratore presso la Santa Sede della Chiesa Sirocattolica

S.B. Gregorio III Laham – Patriarca dei Melchiti

In data 20 maggio l’appello è stato inviato a :

Alto rappresentante dell’Unione Europea  per gli affari esteri e la politica di sicurezza – Federica Mogherini
Referente Consiglio dell’Unione europea  – Virginie Battue
Presidente del Consiglio Matteo Renzi
Ministro degli Affari Esteri – Paolo Gentiloni
Sottosegretario di Stato Ministero degli Affari Esteri – Benedetto della Vedova
La raccolta di firme, ovviamente, procede e – qualsiasi sarà il voto del Consiglio dell’Unione Europea sulla questione – la mobilitazione contro le sanzioni alla Siria è appena cominciata.

Appello promosso in Italia dal

Comitato italiano “Basta sanzioni alla Siria e ai Siriani”

https://www.change.org/p/parlamentari-sindaci-basta-sanzioni-alla-siria-e-ai-siriani

Wikileaks Ucraina: McCain e Saakashvili stanno complottando…

Di Come Don Chisciotte 

…PER ABBATTERE UN AEREO AMERICANO E DARE LA COLPA ALLA RUSSIA

19-mikheil-saakashviliPrefazione di Gordon Duff, Senior Editor di Veterans Today
veteranstoday.com

Quella che segue è una trascrizione che abbiamo ricevuto da alcuni amici russi. E’ stata pubblicata dal sito FortRuss e non è stata verificata. Non possiamo dire che sia tutto vero ma certo è che, ben conoscendo i personaggi coinvolti, questi comportamenti li abbiamo già ripetutamente osservati. Potrete trarne una vostra personale opinione.

Wikileaks Ucraina tradotta dal russo da Kristina Rus

“M.”: Mikhail Saakashvili, ex Presidente della Georgia ed attuale Governatore della regione ucraina di Odessa.
“K.”: David Kezerashvili, ex comandante della Polizia Finanziaria e Ministro della Difesa della Georgia. Ricercato per appropriazione indebita di fondi statali.
“G.”: Anton Gerashenko, Deputato del partito ucraino ‘Fronte Popolare’ e segretario del comitato ‘Verkhovnaya Rada’. Consigliere del Ministro degli Interni Arsen Avakov, resident-agent dei servizi segreti statunitensi.
“R.”: Ramzan Machelikashvili, cugino di Ruslan Machelikashvili, detto Seyfullakh, è il famigerato ‘comandante sul campo’ sia dello Stato Islamico che dell’unità speciale anti-aerea. Ha ricevuto una formazione specifica nell’’Anti-Terrorist Operation Zone’ [Donbass].

M. – Fatelo entrare ……. siediti, David. Ricorda che tutto deve essere fatto per tempo, secondo quanto abbiamo concordato. Ne comprendi senz’altro l’importanza! Aspetta un secondo, attivo l’anti-sorveglianza …..

McCain ha confermato il piano. Come già sai è tutto a posto. Abbiamo ottenuto la copertura dal Senato degli Stati Uniti. In Siria i russi devono essere colpiti altrimenti, se si mettono d’accordo con gli americani, getteranno l’Ucraina in una discarica. Il Donbass è in una fase di stallo e anche il progetto Transnistria è sospeso. Se si va avanti in questo modo ‘abbiamo chiuso’! Dobbiamo accelerare le cose, in Siria. Avete preparato i nostri ragazzi?

K. – Sì, è tutto fatto. Oggi volano ad Antalya e poi vanno in Siria. Hanno ricevuto una buona formazione e trascineranno tutti con il loro spirito. Questi sono i nostri Kistintsy [ceceni georgiani che vivono nella Gola di Pankisi, in Georgia], dei ragazzi veramente tosti. Ramzan Machelikashvili è stato nominato comandante, gli altri quattro gli obbediscono. Sparano con tutte le armi e sono dei professionisti della contraerea. Sono in attesa di istruzioni specifiche.

M. – Date a Ramzan questo numero di telefono e questo cellulare. All’arrivo è necessario che invii un messaggio all’uomo di Warren, un agente della CIA, che li andrà a prendere. I Turchi sono stati avvertiti e permetterà il loro passaggio. In breve, l’agente di Steve Warren [Direttore dell’ufficio-stampa del Pentagono] sa tutto e parla russo. Dopo l’incontro Ramzan dovrebbe consegnargli il cellulare. Lo disattiverà.

K. – E’ tutto chiaro, ma per quanto riguarda le attrezzature e le armi?

M. – Aspetta, aspetta! Devo prendere la chiamata da Gerashchenko.

[M. parla con G.]

M. – Ciao Anton! I nostri ragazzi partiranno oggi. E’ tutto pronto?

G. – Mikhail, è tutto a posto laggiù! ….. Non si sente bene ….. ecco, ora puoi sentirmi di nuovo. Avakov [Ministro ucraino degli Interni] ha trasportato tutto, ci sono cinque missili antiaereo ‘Willow’ e ‘Needle S’ , il pieno di munizioni e di attrezzature. I cannoni antiaereo sono per strada. Non appena passeranno il confine il tuo capotribù – com’è che si chiama? – Ash-Shushani, incontrerà i ragazzi e li porterà sul luogo concordato.

M. – Eccellente! Eccellente! Bé, parlerò con te più tardi.

[M. interrompe la conversazione telefonica con G. e parla di nuovo con K]

M. – David! Tutto ciò che serve loro è già sul posto e, quando il materiale attraverserà la frontiera, lo riceveranno. Lì saranno accolti da Tarhan Batirashvili. Lo sapete chi è, vero? Ha una grande influenza nello Stato Islamico. Tutti i ceceni passano attraverso di lui, il suo soprannome è Ash-Shushani. Anche il cugino di Ramzan, Ruslan Machelikashvili, andrà ad incontrarli. Gli americani mi hanno detto che è un criminale spietato.

Bene. Tutto il gruppo sarà presto a Latakia, nella zona di Al-Nusra. L’obbiettivo è quello di abbattere un aereo americano. Riceveranno informazioni sui voli, c’è un curdo locale per questo scopo. Il piano è veramente fantastico! L’aereo americano sarà abbattuto dai militari russi. E’ questo ciò che sarà raccontato, che l’obiettivo è stato abbattuto da un missile russo. La scena sarà divertente, tutto il mondo ne parlerà.

Dopodiché il gruppo andrà ad Hasaka, una città vicina alla zona curda, e distruggerà un loro villaggio. Anche questa volta saranno incolpati i Russi. Come risposta i curdi abbatteranno un aereo russo con gli Stingers. L’obiettivo è quello di mettere contro americani e russi, in Siria. I turchi ce ne saranno grati, hanno promesso di ‘dare la sveglia’ ai Tartari della Crimea.

Dopo che in Siria tutto sarà stato fatto, vedrai se gli americani non porteranno le loro truppe in Ucraina e se tutti i nostri progetti non cominceranno ad essere operativi! McCain è in attesa delle nostre azioni altrimenti Obama non alzerà le chiappe. Le elezioni sono in arrivo e [senza quelle azioni] non farebbe niente. Vedi? Anche Poroshenko ha cominciato a scodinzolare davanti a Putin.

K. – Non lo so Misha. Il piano è tuo, sei tu quello che lo conosce meglio. Spiegherò tutto ai ragazzi e li manderò laggiù. E’ fantastico che Tarhan Batirashvili possa incontrarli, lui sa com’è che si combatte e supervisionerà il tutto. Molto tempo fa lo accettai nell’esercito. Sua madre è kistinka e suo padre è un georgiano.

M. – Quello che ho detto è di fare tutto per tempo, date ad ognuno dei cinque ragazzi 10.000 dollari e 20.000 dollari al padre di Tarhan, Ahmet.

K. – I ragazzi li ho già pagati e la mia gente consegnerà i 20.000 dollari a Tbilisi. Ma Machelikashvili è in attesa nella reception. Vuoi scambiare un paio di parole con lui?

M. – Certo! ….. Sveta, c’è un uomo con la barba che è venuto con David, si chiama Ramzan, fallo entrare.

S. – Lo faccio subito Mikhail.

M. – Come stai Ramzan! Come vanno le cose?

R. – Batono Misha! Siamo pronti a tutto [batono è un titolo onorifico georgiano].

M. – Molto bene! La pace nel mondo dipende da te! Io e Dato [?] supporteremo in tutto voi e le vostre famiglie.

R. – Grazie. David è molto utile. Dopo aver completato le operazioni in Siria ti riporteremo indietro [al potere], in Georgia. Sarà questo il nostro prossimo obbiettivo. Faremo saltare in aria l’intera Georgia, se necessario!

M. – Grazie Ramzan, arriverà quel tempo, ma per ora dobbiamo prenderci cura dell’Ucraina. Dato ti spiegherà, tutto è pronto. I ragazzi che verranno ad incontrarvi [in Siria] sono tuo cugino Ruslan, Aslan Margoshvili, Tarhan Batirashvili ed altri. Sarai in buone mani. Salutami gli altri ragazzi e state attenti. Prenditi cura di te.

R. – Mi fai sentire meglio, Misha batono. Non sapevo che avrei incontrato mio cugino. Faremo tutto al 100%. Pensavo che Tarhan fosse morto, avevo sentito che era ‘saltato’ insieme a El-Baghdadi. Inshallah, egli è ancora vivo.

M. – Prendi, Ramzan! E’ un pugnale, un mio regalo.

R. – Che Allah ti protegga, batono Misha! Non disonoreremo noi stessi e porteremo tutto a termine, te lo giuro!

K. – Ok Ramzan, aspettami nella sala d’attesa, io verrò presto!

[R. esce e M. ricomincia a parlare con K.]

M. – Ramzan è veramente un duro, vero? Dimmi, i conti in Svizzera sono già disponibili?

K. – Il Tribunale ha chiuso tutti i miei casi ed i conti sono ora disponibili, bisogna solo presentare i documenti alla banca. Adeishvili è stato molto utile. I suoi ragazzi hanno fatto ogni cosa per bene presso la ‘Corte’. Ho mandato loro dei soldi, ma dovremo inviargliene di più.

M. – Anche Kama deve ancora essere pagato. Avevi detto che avevi trasferito tutte le azioni agli uomini di Kakha [Kaladze, Ministro dell’Energia della Georgia] e che la questione era chiusa. Che c…o ho fatto di sbagliato per buttare via i miei soldi in questo modo!

K. – Non gridare! Te l’ho già detto, ho dato il 35% [delle azioni] delle attività portuali e delle infrastrutture per il petrolio. Ho dato il 10% [delle azioni] del gas e ho aggiunto il 10% per Bezhuashvili. In caso contrario non sarebbero stati d’accordo. E in Tribunale hanno fatto tutto loro. Per Meishvili, Shavliashili e Levna Murusidze devo inviare il cinquanta [percento, non viene detto di che cosa], a loro non ho ancora dato niente, prima devo pagare i Giudici del mio caso. Ti ho detto tutto in anticipo. In caso contrario avrei avuto un giudizio come quello di Ugulava e sarebbe stato bloccato l’accesso ai conti [Giorgi Ugulava, un politico già Sindaco di Tblisi].

M. – Vadano a farsi fottere con le loro madri, quelle pu…ne! Questi fottutissimi magistrati hanno venduto a Kolomoisky il video [Igor Kolomoisky, oligarca e politico ucraino]. Il Penguin lo ha preso e ha fatto pubblicare le foto di quel fr…io di Bacho [Bachana Akhalaia, già Ministro dell’Interno georgiano]. Per questo motivo tutte le azioni che avevamo previsto contro la Gazprom e in difesa di ‘Rustavi 2’ [canale televisivo privato georgiano] hanno dovuto essere fermate. L’ho detto mille volte. Rimuovete questo Kardav [?] oppure pagatelo, questo bastardo. Anche Ilham [Ilham Aliyev, Presidente azero] potrebbe risentirsi e farci fuori dalla SOCAR [State Oil Company of Azerbaijan Republic]. La questione deve essere risolta in un qualche modo. Quando vai a Zurigo?

K. – Intanto manderò i nostri ragazzi. Io domani andrò a Kiev e da lì in Svizzera. Dopo andrò a Baku, dove ci sarà da affrontare la questione della SOCAR.

M. – Fai attenzione ai nostri ragazzi di Pankisi [località georgiana di confine], fa in modo che siano felici. E’ questa la cosa più importante in questo momento. Non appena avremo tracciato un solco fra Mosca e Washington ci trasferiremo senza problemi a Kiev. Ok a dopo!

….. aspetta, aspetta. Sono contento di essermi ricordato. Tina ci ha detto che i suoi familiari hanno bisogno di un aiuto per le elezioni a Sagarejo [città georgiana]. I nostri ragazzi stanno facendo di tutto e Tina coinvolgerà anche i militari, ma Azersky Muganlo è fondamentale. Il nostro deputato, Azik, ti contatterà e quando arrivi a Baku egli verrà a trovarti. Dagli i soldi per corrompere il mufti Muganloisk. Chiedete un aiuto anche all’elite di Baku. [A Sagarejo] c’è una cagna, Iniashvili, che non deve vincere le elezioni. La supportano i Senatori della California, ma non me ne frega molto.

Hai capito cosa devi fare? Prima di andare a Kiev incontra Adeishvili, egli ti spiegherà tutti i dettagli.

K. – Sì, lascia che Zura [Adeishvili] mi spieghi tutto. Sono in ballo tante cose, potrei perdermi. Ho bisogno del suo aiuto.

M. – Bene. Non appena i ragazzi partono fammelo sapere, devo informare McCain. Sta aspettando!

K. Ok, Misha! Devo andare, c’è molto da fare.

 

Fonte: ww.veteranstoday.com

Link: http://www.veteranstoday.com/2015/10/30/ukrainian-wikileaks-mccain-and-saakashvili-are-plotting-to-shoot-down-american-plane-in-syria-to-blame-russia-transcript

30.10.2015

http://www.comedonchisciotte.net/modules.php?name=News&file=article&sid=4475